Porto Alegre ocupa um lugar especial na história da Inspirali Pós Medicina. Antes de ganhar o Brasil, foi no Sul que essa trajetória começou, formando médicos e construindo uma relação próxima com a prática, o ensino e a realidade da profissão. Por isso, quando dizemos Criada no Sul. Referência no Brasil, falamos também sobre origem e pertencimento.
Hoje, a capital gaúcha recebe estudantes de pós-graduação que chegam do interior do Rio Grande do Sul e de diferentes cidades e regiões próximas para realizar suas atividades presenciais. Médicos que encontram na Inspirali uma instituição em que confiam para evoluir na carreira e ampliar a segurança no proceder.
Mas uma passagem por Porto Alegre também pode caber além da rotina de estudos. Entre uma atividade prática e outra, conhecer a cidade, caminhar ao ar livre, encontrar um bom lugar para comer, visitar um museu ou simplesmente assistir ao pôr do sol às margens do Guaíba ajuda a desacelerar e aproveitar melhor o tempo fora da sala de aula.
Foi pensando nesses intervalos que preparamos este roteiro com o que fazer em Porto Alegre. Dos cartões-postais aos lugares ligados à própria história da Medicina, reunimos experiências para conhecer a capital, descansar a cabeça e, quem sabe, criar uma relação afetiva com a cidade onde a história da Inspirali Pós Medicina começou.
Veja a seguir!
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- História da medicina em Porto Alegre: uma linha do tempo dos principais marcos
O que fazer em Porto Alegre: comece pelas margens do Guaíba
Se existe um bom lugar para começar a conhecer Porto Alegre, ele está diante das águas que acompanham boa parte da história e da identidade da cidade. A Orla do Guaíba reúne alguns dos principais pontos turísticos de Porto Alegre e combina caminhada, gastronomia, arquitetura, arte e um dos programas preferidos dos porto-alegrenses: parar para assistir ao pôr do sol.
Nos últimos anos, a região passou por um amplo processo de revitalização e se consolidou como espaço de convivência, esporte, cultura e lazer. Para quem chega à capital para as atividades presenciais da pós-graduação, é também uma alternativa para espairecer depois de um dia de estudos sem precisar elaborar um roteiro complicado.
Orla do Guaíba: caminhe pela cidade diante de seu principal cartão-postal
Foto: Wikemedia Commons
Entre os lugares para visitar em Porto Alegre, poucos ajudam a entender tão rapidamente a relação da cidade com o Guaíba quanto a própria Orla. Um dos trechos mais conhecidos é o Parque Moacyr Scliar, que se estende por 1,3 quilômetro entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias.
O espaço projetado por Jaime Lerner reúne passeio público, ciclovia, mirantes, quadras esportivas e áreas de gastronomia. Seguindo pela orla, outros trechos ampliam as possibilidades para quem prefere correr, pedalar, praticar esportes ou simplesmente encontrar um lugar para sentar e descansar.
E há um detalhe que dispensa grandes apresentações: o pôr do sol. Assistir ao céu mudar de cor diante do Guaíba é um daqueles programas simples que ajudam a compreender por que a paisagem se transformou em um dos cartões-postais da capital.
Para quem passou horas entre aulas e atividades práticas, vale incluir esse momento no roteiro. Às vezes, tudo o que se precisa depois de um dia intenso de aprendizado é caminhar sem pressa e olhar para outra coisa que não seja uma tela.
Usina do Gasômetro: cultura e história às margens do Guaíba
Foto: Wikemedia Commons
A caminhada pela Orla inevitavelmente leva a um dos edifícios mais reconhecíveis da paisagem porto-alegrense. Com sua grande chaminé, a Usina do Gasômetro tornou-se um símbolo da transformação de uma antiga estrutura industrial em patrimônio cultural da cidade.
O prédio histórico passa por um processo de recuperação e preparação para uma nova etapa de ocupação. Em março de 2026, a Prefeitura e a União assinaram um contrato de cessão que prevê, entre outras medidas, intervenções estruturais e etapas necessárias para a reabertura do edifício à população. Por isso, quem estiver planejando uma visita deve consultar previamente a situação da visitação.
Mesmo enquanto o acesso ao interior passa por mudanças, a Usina continua sendo uma referência importante para quem faz turismo em Porto Alegre. Sua localização permite incluí-la facilmente em uma caminhada pela Orla e seguir dali para outras atrações da região.
Cais Embarcadero: gastronomia e encontro à beira do Guaíba

Foto: PxHere
Depois das aulas, nem todo passeio precisa envolver quilômetros percorridos ou uma programação cultural extensa. Às vezes, a melhor resposta para onde ir em Porto Alegre é simplesmente encontrar uma mesa, comer bem e aproveitar o fim do dia.
Às margens do Guaíba e próximo ao Centro Histórico, o Cais Embarcadero reúne gastronomia, lazer e áreas de convivência ao ar livre. O espaço aproveita justamente um dos maiores atrativos da região: a possibilidade de permanecer perto da água enquanto se experimentam diferentes opções gastronômicas.
É uma boa escolha para encontrar colegas depois das atividades presenciais ou para quem procura o que fazer em Porto Alegre no fim de semana sem se afastar dos principais atrativos da área central.
Fundação Iberê Camargo: arte e arquitetura com vista para o Guaíba
Foto: Ministério da Cultura
Seguindo pela região da Orla em direção à Zona Sul, encontra-se um prédio difícil de ignorar. A sede da Fundação Iberê Camargo, inaugurada em 2008, foi projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza e tornou-se, por si só, uma das atrações de Porto Alegre.
O edifício de concreto branco foi a primeira obra de Siza no Brasil e recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza e o Mies Crown Hall Americas Prize. No interior, a Fundação preserva e divulga a produção de Iberê Camargo, um dos grandes nomes da arte brasileira do século XX, além de promover exposições e atividades relacionadas à arte moderna e contemporânea.
A visita, portanto, funciona em duas camadas: há o que está exposto e há o próprio prédio. As aberturas, corredores e rampas criam diferentes relações com a paisagem do Guaíba e transformam a arquitetura em parte da experiência.
Para quem procura lugares para conhecer em Porto Alegre que permitam sair por algumas horas do ritmo acelerado dos estudos, a Fundação Iberê Camargo merece espaço no roteiro. Atualmente, a instituição informa visitação de quinta a domingo, das 14h às 18h, com entrada gratuita às quintas-feiras. Como horários e exposições podem mudar, vale consultar a programação oficial antes de sair.
Pelo Centro Histórico: pontos turísticos de Porto Alegre para conhecer a pé
Se a Orla apresenta a relação de Porto Alegre com o Guaíba, o Centro Histórico ajuda a entender como a cidade se formou. E há uma vantagem para quem dispõe de poucas horas entre as atividades da pós: vários dos principais pontos turísticos de Porto Alegre estão relativamente próximos e podem ser combinados em um passeio a pé.
Mercado, museus, centros culturais, igrejas e construções históricas dividem espaço em um roteiro que atravessa diferentes momentos da capital. Para quem procura o que conhecer em Porto Alegre, vale reservar um turno e caminhar sem tanta pressa.
Em uma única caminhada pelo Centro Histórico você pode conhecer:
Mercado Público: sabores e histórias no coração da cidade
Foto: Ana Paula Hirama / Wikimedia Commons
Comece por um endereço que acompanha Porto Alegre há mais de 150 anos. Inaugurado em 1869 para concentrar o comércio de abastecimento, o Mercado Público se tornou parte da vida cotidiana da capital e reúne gastronomia, comércio, cultura e tradições religiosas em um mesmo prédio.
É um daqueles lugares para conhecer em Porto Alegre também pelo paladar. Entre bancas, restaurantes e lojas, dá para encontrar produtos típicos do Rio Grande do Sul, tomar um café, almoçar ou simplesmente observar o movimento de um espaço que continua cumprindo sua função original: reunir pessoas.
Além disso, no centro do Mercado está assentado o chamado Bará do Mercado, importante referência para as religiões de matriz africana do Rio Grande do Sul. Segundo a tradição, o orixá Bará está associado aos caminhos, às trocas, ao movimento e ao comércio. O local tornou-se um ponto simbólico de culto e memória, especialmente para praticantes do Batuque gaúcho.
Casa de Cultura Mario Quintana: literatura dentro de um pedaço da história

Foto: Rodrigo Argenton / Wikimedia Commons
A poucos minutos dali, a Rua dos Andradas guarda um dos pontos turísticos de Porto Alegre que melhor representam a relação da cidade com a literatura: a Casa de Cultura Mario Quintana.
O edifício ocupa o antigo Hotel Majestic, onde o poeta Mario Quintana viveu por anos. Hoje, seus corredores, salas e diferentes ambientes abrigam exposições, teatro, cinema, música, literatura e outras manifestações culturais. Há também espaços que preservam a memória do escritor, como o quarto em que ele viveu durante anos.
A graça está justamente em explorar o prédio. Subir os andares, atravessar suas passarelas e descobrir os ambientes aos poucos faz parte da experiência. Para quem gosta de literatura, a visita ganha um significado especial. Para quem simplesmente procura lugares para visitar em Porto Alegre, continua sendo uma das paradas mais interessantes do Centro.
A visitação é gratuita e, atualmente, ocorre de terça a domingo, das 10h às 20h.
MARGS e Farol Santander: uma pausa para a arte no Centro Histórico
Foto: Wikimedia Commons
Seguindo até a Praça da Alfândega, duas atrações em Porto Alegre praticamente convidam a uma visita combinada.
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul, o MARGS, mantém exposições distribuídas por dois andares, reunindo tanto obras de seu acervo quanto mostras realizadas em parceria com outras instituições. O próprio edifício histórico já merece atenção. Atualmente, a entrada é gratuita e a visitação ocorre de terça a domingo.
Logo ao lado está o Farol Santander Porto Alegre, instalado em um prédio inaugurado em 1931. Desde 2018, o espaço funciona como centro cultural e recebe exposições de artes visuais, além de uma programação que pode incluir música, dança e outras linguagens.
Para quem está decidindo onde ir em Porto Alegre em uma tarde livre, os dois espaços formam uma boa dobradinha: é possível conhecer exposições diferentes praticamente sem sair da Praça da Alfândega.
Basílica Nossa Senhora das Dores: arquitetura, lendas e vista para o Guaíba
Foto: Jorge Juno/Wikimedia Commons
De volta à Rua dos Andradas, uma grande escadaria conduz a uma das construções religiosas mais antigas e emblemáticas da capital. A pedra fundamental da Basílica Nossa Senhora das Dores foi lançada em 1807, mas sua construção atravessou praticamente um século. O templo foi tombado pelo Iphan em 1938 e recebeu o título de Basílica Menor em 2022.
A longa construção também ajudou a alimentar uma das lendas urbanas mais conhecidas de Porto Alegre. Segundo a tradição oral, um homem escravizado chamado Josino teria sido injustamente condenado à morte e lançado uma maldição sobre a obra, afirmando que ela jamais seria concluída. Não há documentação histórica que comprove a narrativa, mas ela atravessou gerações e acabou incorporada ao imaginário da cidade.
Arquitetura, arte sacra, história e lenda acabam, assim, dividindo o mesmo endereço. Do alto de sua escadaria, a localização ainda proporciona outra perspectiva da região próxima ao Guaíba.
A Basílica está aberta à visitação de terça a domingo e oferece visitas mediadas mediante agendamento para grupos.
Viaduto Otávio Rocha: patrimônio, cultura e novos usos no centro da cidade
Foto: Wikimedia Commons
Para terminar este trecho do roteiro, vale subir em direção à Avenida Borges de Medeiros. Ali está o Viaduto Otávio Rocha, uma das construções mais características do Centro de Porto Alegre.
Com suas escadarias, arcos, terraços e espaços comerciais, o complexo faz parte da paisagem urbana da capital e acaba de iniciar um novo capítulo. Em abril de 2026, foi concluída uma ampla restauração que recuperou elementos históricos, ampliou a acessibilidade e acrescentou iluminação cênica e novo paisagismo.
A revitalização também alcançou os espaços sob o viaduto. Em maio de 2026, 29 lojas reformadas foram entregues aos permissionários para uma nova ocupação voltada a gastronomia, serviços e entretenimento.
O resultado ajuda a devolver ao viaduto algo que combina com a proposta deste roteiro: ser um patrimônio para olhar, mas também um lugar para ocupar. Para quem faz turismo em Porto Alegre, é uma oportunidade de conhecer um símbolo arquitetônico da cidade justamente no momento em que ele ganha novos usos e volta a se integrar com maior intensidade à vida do Centro Histórico.
Redenção e Cidade Baixa: para viver Porto Alegre como os porto-alegrenses
Depois dos cartões-postais da Orla e dos prédios históricos do Centro, há outra Porto Alegre que vale conhecer: aquela vivida nos parques, nas calçadas, nos cafés e nas mesas de bar. Para quem procura o que fazer em Porto Alegre no fim de semana, a região da Redenção e da Cidade Baixa é um bom ponto de partida.
Dá para começar a tarde ao ar livre, caminhar pelas ruas históricas e terminar o dia conhecendo a movimentação gastronômica e cultural da Cidade Baixa.
Parque da Redenção: caminhar, desacelerar e observar a cidade
Foto: Jefferson Bernardes/Prefeitura Municipal de Porto Alegre
O nome oficial é Parque Farroupilha, mas experimente perguntar a um porto-alegrense onde fica o Farroupilha. Todo mundo conhece o parque como Redenção.
Com 37,5 hectares, o espaço reúne áreas verdes, monumentos, lago, jardins, espaços esportivos e diferentes ambientes de convivência. É um dos principais lugares para visitar em Porto Alegre para quem quer caminhar, correr, sentar na grama ou simplesmente fazer uma pausa depois de uma semana intensa de estudos.
Aos domingos, a experiência ganha um elemento bastante porto-alegrense: o Brique da Redenção. Realizada ao longo da Avenida José Bonifácio, a tradicional feira reúne artesanato, antiguidades, artes plásticas, gastronomia e manifestações culturais. Criado no fim da década de 1970, o Brique tornou-se patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e faz parte da rotina dominical da cidade.
É também um passeio que combina especialmente com a proposta deste roteiro. Depois de dias concentrados em aulas, práticas e discussões clínicas, algumas horas ao ar livre podem ser uma boa forma de descansar a mente antes de retomar a rotina.
Travessa dos Venezianos: casas coloridas e memória urbana na Cidade Baixa
Foto: Cristine Rochol/Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Saindo da Redenção em direção à Cidade Baixa, vale procurar uma rua pequena que parece deslocada do ritmo das avenidas ao redor. A Travessa dos Venezianos preserva um conjunto de casas populares construídas entre o final do século XIX e o início do século XX, reconhecido como patrimônio cultural de Porto Alegre.
As fachadas alinhadas junto à calçada, as portas e janelas altas e as construções coloridas preservam traços de uma Cidade Baixa anterior à verticalização. O conjunto remete ao período em que a região concentrava trabalhadores, imigrantes e diferentes grupos que ajudaram a construir a vida urbana da capital.
Para quem procura o que conhecer em Porto Alegre além dos pontos turísticos mais famosos, a Travessa oferece justamente essa mudança de escala: em poucos metros, é possível observar um fragmento preservado da história cotidiana da cidade.
E o passeio pode continuar. A Travessa fica próxima à movimentação da Cidade Baixa, bairro conhecido pela concentração de bares, restaurantes, cafés, casas noturnas e espaços culturais. É uma opção especialmente interessante para terminar o dia depois das atividades da pós, encontrar colegas e conhecer uma Porto Alegre que aparece menos nos cartões-postais e muito mais na rotina de quem vive aqui.
Para quem gosta de esporte: dois estádios para colocar no roteiro por Porto Alegre
Falar de o que fazer em Porto Alegre também passa pelo futebol. A rivalidade Gre-Nal atravessa gerações e ocupa um espaço importante na cultura da cidade. Mesmo para quem não torce por nenhum dos dois clubes, conhecer seus estádios ajuda a entender um pouco da identidade esportiva gaúcha.
Para quem gosta de futebol, vale conferir o calendário antes de viajar. Se Internacional ou Grêmio estiverem jogando em casa durante o período das atividades presenciais, assistir a uma partida pode acrescentar uma experiência bastante local ao seu roteiro por Porto Alegre.
Vamos aos estádios:
Beira-Rio: conheça a casa do Internacional às margens do Guaíba
Foto: Israel Heldt / Wikimedia Commons
Inaugurado em 1969 e reformado para receber partidas da Copa do Mundo de 2014, o Estádio Beira-Rio é a casa do Sport Club Internacional. Sua localização também facilita encaixá-lo em outros passeios: o estádio fica diante do Guaíba e próximo a diferentes trechos da Orla.
E não é preciso depender de um jogo para entrar no estádio. O complexo abriga o Museu do Inter e oferece modalidades de visitação. Na Visita Colorada, por exemplo, o percurso guiado inclui o museu, a sala de coletivas, o vestiário visitante, o banco de reservas, a beira do gramado e a arquibancada. Há ainda uma versão expressa, com duração menor.
Arena do Grêmio: futebol e identidade tricolor na Zona Norte
Foto: Cecília Heinen / Wikimedia Commons
Do outro lado da rivalidade está a Arena do Grêmio, inaugurada em 2012 na Zona Norte de Porto Alegre. É a casa do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e palco dos jogos do clube em competições nacionais e internacionais.
Para quem estiver na cidade em uma data de partida, vale consultar a agenda oficial do clube e verificar a disponibilidade de ingressos. A experiência de acompanhar um jogo na Arena permite conhecer de perto outra metade da cultura futebolística que movimenta Porto Alegre.
Mesmo fora dos dias de jogo, a Arena pode entrar no roteiro de quem acompanha futebol e quer conhecer a casa tricolor. Como as modalidades e os horários de visitação podem sofrer alterações de acordo com partidas, eventos e a operação do estádio, a recomendação é consultar os canais oficiais antes de programar o passeio.
E se a estadia coincidir com um Gre-Nal, você provavelmente perceberá antes mesmo de consultar a tabela. Em Porto Alegre, há clássicos que começam muito antes do apito inicial.
Um roteiro por Porto Alegre especialmente pensado para quem vive a Medicina
Para quem passa alguns dias na capital justamente para estudar, há lugares para conhecer em Porto Alegre que ganham outro significado. A cidade preserva espaços onde é possível acompanhar parte da história da formação médica, dos hospitais, das práticas de cuidado e das mudanças na maneira como a sociedade compreende a saúde.
Por isso, reservamos uma parte deste roteiro por Porto Alegre especialmente para médicos. São visitas que aproximam passado e presente e mostram que a história da Medicina também pode ser contada por instrumentos, prontuários, edifícios, instituições e pelas pessoas que passaram por eles.
Veja, a seguir!
Museu de História da Medicina: a trajetória da saúde no Rio Grande do Sul
Foto: Wikimedia Commons
Um dos endereços mais diretamente relacionados ao tema é o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul, o MUHM, na Avenida Independência.
A instituição é dedicada à preservação da memória médica e da história da saúde no estado.
O trabalho do MUHM envolve a conservação de documentos, objetos e outros registros ligados à prática e ao ensino da Medicina, além de exposições, história oral, biografias médicas e ações educativas.
Para um médico, visitar o espaço permite observar como instrumentos, técnicas, instituições e formas de exercer a profissão mudaram ao longo do tempo. Também ajuda a colocar a prática contemporânea em perspectiva: muito do que hoje parece incorporado ao cotidiano médico é resultado de décadas de desenvolvimento científico e mudanças sociais.
O museu tem entrada gratuita e informa funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.
Centro Histórico-Cultural Santa Casa: medicina, patrimônio e memória no mesmo endereço
Poucos lugares permitem compreender tão de perto a relação entre o desenvolvimento de Porto Alegre e a história da assistência à saúde quanto a Santa Casa.
Inaugurado em 2014, o Centro Histórico-Cultural Santa Casa preserva e divulga o acervo da instituição de saúde mais antiga do Rio Grande do Sul. O complexo reúne arquivo, galerias, teatro e o Museu Joaquim Francisco do Livramento, criado em 1994.
O acervo possui dezenas de milhares de itens relacionados à trajetória da instituição e inclui instrumentos médicos, utensílios farmacêuticos, uniformes, móveis, documentos e outros objetos dos séculos XIX e XX.
É uma parada particularmente interessante para observar como a evolução da Medicina se relaciona com a própria história social da cidade. O acervo permite percorrer temas ligados à assistência, ao ensino e ao exercício profissional, acompanhando mudanças que ocorreram dentro e fora dos hospitais.
E há uma vantagem prática: o CHC fica na Avenida Independência, muito próximo ao Museu de História da Medicina. Os dois podem facilmente fazer parte do mesmo passeio.
Memorial do Hospital Psiquiátrico São Pedro: um olhar sobre a história da saúde mental
@gzhdigital MARCO HISTÓRICO ⚫ Há 25 anos internado na instituição que é referência em saúde mental no RS, o último morador do Hospital Psiquiátrico São Pedro foi transferido para um residencial em Viamão. Pela primeira vez em 141 anos de funcionamento, o complexo onde chegaram a viver 5 mil pacientes simultaneamente — quatro vezes a capacidade atual da Santa Casa de Porto Alegre — não tem mais pacientes residindo em seus domínios. Agora, o local passa a tratar exclusivamente pacientes agudos, com estada máxima de 21 dias. Conheça a história do Hospital Psiquiátrico São Pedro e do último morador em reportagem publicada em GZH (acesse pelo link da bio). 📲 ✍️ Fabio Schaffner 📹 Mateus Bruxel / Grupo RBS #sãopedro #hospitalpsiquiatrico
♬ som original - GZH - GZH
Este talvez seja o ponto mais provocador deste roteiro.
Inaugurado em 1884 como Hospício São Pedro, o atual Hospital Psiquiátrico São Pedro atravessou diferentes períodos da história da Psiquiatria brasileira. Seu Serviço de Memória Cultural surgiu a partir de um movimento iniciado por funcionários em 1998 para recuperar fotografias, documentos, objetos e outros registros da instituição.
O acervo preserva prontuários, fotografias, equipamentos de diferentes épocas, plantas arquitetônicas, livros, móveis, pinturas e documentos.
O São Pedro descreve também um passado marcado pela exclusão, desumanização e negligência dos pacientes, seguido por processos de mudança que acompanharam a Reforma Psiquiátrica no Rio Grande do Sul.
O hospital chegou a ser comparado ao chamado Barbacena do Sul, em referência ao Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, que se tornou símbolo nacional das violações cometidas pelo modelo manicomial brasileiro.
Para médicos, especialmente aqueles interessados em Psiquiatria e saúde mental, a visita convida a uma reflexão que permanece atual: conhecer a história da Medicina também significa encarar criticamente práticas que um dia foram consideradas aceitáveis e compreender como ética, ciência e concepções de cuidado se modificam.
Como a visitação ao Memorial pode depender de programação ou agendamento, vale verificar previamente as condições de acesso antes de incluí-lo no roteiro.
Faculdade de Medicina da UFRGS: um endereço ligado à formação médica gaúcha
Foto: Wikimedia Commons
A história da formação médica em Porto Alegre também passa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A Faculdade de Medicina da UFRGS foi fundada em 1898. Sua trajetória inclui o histórico edifício da Rua Sarmento Leite, inaugurado em 1924 e utilizado como sede da Faculdade por décadas. Em 1998, no ano de seu centenário, a FAMED passou a ocupar sua atual sede na Rua Ramiro Barcelos, junto ao Campus Saúde e ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Para quem se interessa pela história da educação médica, vale observar também o antigo prédio da Faculdade. Projetado originalmente pelo arquiteto Theodor Wiederspahn, ele faz parte de um conjunto arquitetônico que ajuda a contar o desenvolvimento do ensino superior e da Medicina na capital gaúcha.
Incluir esses endereços no turismo em Porto Alegre ajuda a enxergar a cidade por um ângulo diferente. Para quem chega justamente para continuar a própria formação, é também uma forma de perceber quantas gerações de médicos estudaram, pesquisaram e exerceram a profissão nesses mesmos espaços antes de nós.
Roteiro de 1 dia em Porto Alegre: como aproveitar uma folga entre as aulas
Nem sempre quem viaja para estudar consegue acrescentar alguns dias de turismo à agenda. Mas, com um pouco de planejamento, dá para conhecer alguns dos principais pontos turísticos de Porto Alegre aproveitando uma folga entre as atividades presenciais.
O segredo está em evitar atravessar a cidade várias vezes. Por isso, montamos duas possibilidades: um roteiro de um dia em Porto Alegre para quem tem um dia inteiro disponível e uma versão reduzida para aquelas horas livres que aparecem antes ou depois das aulas.
Se você tem um dia inteiro: do Centro Histórico ao pôr do sol no Guaíba
Comece a manhã pelo Mercado Público, onde é possível tomar um café e conhecer um pouco da cultura e da religiosidade que atravessam a história do espaço, incluindo o Bará do Mercado.
De lá, siga a pé pela região central. MARGS e Farol Santander ficam lado a lado, na Praça da Alfândega, e permitem escolher uma exposição para visitar sem comprometer boa parte do dia. Depois, continue pela Rua dos Andradas até a Casa de Cultura Mario Quintana e a Basílica Nossa Senhora das Dores.
Após o almoço, o roteiro muda de cenário e se aproxima do Guaíba. A partir da região da Usina do Gasômetro, aproveite para caminhar pela Orla, descansar e seguir em direção ao Cais Embarcadero.
Guarde o fim da tarde para um compromisso tipicamente porto-alegrense: assistir ao pôr do sol no Guaíba. Depois, você já estará em uma região com opções para jantar ou encontrar os colegas da pós.
Roteiro sugerido: Mercado Público → Praça da Alfândega → MARGS ou Farol Santander → Casa de Cultura Mario Quintana → Basílica Nossa Senhora das Dores → Usina do Gasômetro → Orla do Guaíba → Cais Embarcadero.
Se você tem apenas algumas horas: Redenção e Cidade Baixa
Para uma janela menor antes ou depois das atividades presenciais, tentar conhecer muitos pontos turísticos de Porto Alegre pode transformar o passeio em outra obrigação. Melhor escolher uma região e aproveitá-la com calma.
Uma possibilidade é começar pelo Parque da Redenção. Caminhe pelo parque, pare para um café nos arredores e, se for domingo, aproveite para conhecer o Brique da Redenção.
Depois, siga em direção à Travessa dos Venezianos, já na Cidade Baixa. O percurso pode terminar em algum dos cafés, bares ou restaurantes do bairro. É um programa simples para encaixar em uma tarde ou no começo da noite e permite experimentar um pouco da rotina da cidade sem exigir um grande planejamento.
Roteiro sugerido: Redenção → Brique, aos domingos → Travessa dos Venezianos → Cidade Baixa.
Se a janela livre coincidir com o final da tarde, há ainda uma alternativa ainda mais enxuta: escolha a Orla do Guaíba, caminhe sem pressa e espere o sol baixar. Afinal, aproveitar Porto Alegre entre as aulas também significa entender que nem todo tempo livre precisa ser preenchido. Às vezes, uma hora diante do Guaíba já cumpre muito bem o papel de descansar a cabeça antes do próximo dia de estudos.
Uma nova casa para estudar Medicina em Porto Alegre

A história da Medicina em Porto Alegre continua sendo escrita. Em breve, a cidade ganhará um novo marco em sua trajetória como referência na formação de médicos: a nova sede da Inspirali Pós Medicina.
Guiada pelo mote Criada no Sul. Referência no Brasil, a nova unidade reforça uma conexão que vem de longe. Porto Alegre faz parte da origem da Inspirali e da trajetória que, ao longo dos anos, ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul para alcançar médicos de diferentes regiões do país.
É o encontro entre tradição, excelência acadêmica e uma visão voltada para o futuro da Medicina.
A nova sede da Inspirali Pós Medicina em Porto Alegre
Muito além de um novo endereço para estudar Medicina em Porto Alegre, a sede foi concebida para ampliar as possibilidades de aprendizado e aproximar ainda mais a formação da rotina profissional.
O espaço contará com uma estrutura moderna, preparada para receber aulas presenciais, treinamentos práticos, simulações clínicas, atendimentos com pacientes e atividades hands-on em diferentes especialidades.
Cada ambiente foi planejado para colocar o médico diante de situações próximas daquelas encontradas no consultório, no ambulatório e em outros cenários de assistência.
Porto Alegre para estudar, descobrir e querer voltar
Uma atividade presencial da pós pode ser também uma oportunidade de construir uma relação própria com Porto Alegre. Conhecer um museu entre as aulas, caminhar pela Redenção, descobrir histórias escondidas pelo Centro ou terminar o dia diante do pôr do sol no Guaíba são experiências que ajudam a transformar uma passagem pela cidade em memória.
Esse é o nosso roteiro afetivo por Porto Alegre: um convite para que cada médico encontre seus próprios lugares e aproveite o tempo na capital para estudar, descansar, descobrir e, quem sabe, querer voltar.
Essa relação entre formação e vida real também está presente na maneira como a Inspirali pensa a educação médica. Respeito ao tempo do médico, imersão na prática, impacto social positivo e segurança no proceder estão entre os pilares que orientam essa proposta.
Quer conhecer melhor essa visão? Leia também nosso artigo sobre os pilares da Inspirali Pós Medicina.
O que fazer em Porto Alegre durante uma viagem curta?
Conheça o Centro Histórico, caminhe pela Orla do Guaíba, visite a Redenção e aproveite espaços culturais como a Casa de Cultura Mario Quintana e o MARGS.
Quais são os principais pontos turísticos de Porto Alegre?
Entre os destaques estão a Orla do Guaíba, Usina do Gasômetro, Mercado Público, Casa de Cultura Mario Quintana, Redenção e Fundação Iberê Camargo.
O que fazer em Porto Alegre em um dia?
Uma boa opção é combinar Mercado Público, Praça da Alfândega, Casa de Cultura Mario Quintana e Orla do Guaíba, terminando com o pôr do sol.
O que conhecer em Porto Alegre relacionado à Medicina?
O roteiro pode incluir o Museu de História da Medicina, o Centro Histórico-Cultural Santa Casa, o Memorial do Hospital Psiquiátrico São Pedro e espaços ligados à Faculdade de Medicina da UFRGS.